21.5.15

Os Essenciais Numa Casa, Se Queres Viver Nela - Parte 3, Cozinha

E... aqui é que a coisa se torna complicada e é possível aplicar a expressão de "Está lá desde sempre, como assim não nasceu lá?!" que usei num post anterior.
É nesta divisão que passamos a maior parte do nosso tempo, onde tudo está e acontece.
Um bom exercício para nos certificarmos que não nos estamos a esquecer de nada é roborizar as nossas ações na nossa cozinha: Bip, Bup, Frigorífico, Bip, Bup, Panela, Bip, Bup, Colher.
É exaustivo, desorientador e desmotivante. Falta-nos tudo!
Antes de mais, há que falar com a mãe. A mãe tem um conjunto de coisas que não usa, não gosta ou não precisa porque tem demais, e são pequenas coisas que, em armários vazios, dão muito jeito. Depois, há que averiguar o que não temos.
Para abreviar, vou também incluir neste post o material de limpeza e arrumação, porque é também essencial mas não tem exatamente uma divisão própria.


Cozinha

Essenciais

  1. Iluminação
  2. Mesa de Cozinha e Cadeiras
  3. Máquina de lavar roupa
  4. Combinado / Frigorífico
  5. Placa e Forno / Fogão
  6. Esquentador
  7. Microondas
  8. Jogo de Panelas
  9. Jogo de Frigideiras
  10. Fritadeira
  11. Pequenos Tachos - para aquecer o leite, o chá (...)
  12. Jogo de Talheres
  13. Jogo de Pratos
  14. Jogo de Facas
  15. Jogo de Colheres (colher da sopa, colher para virar os fritos...), Pinças para a salada (e já agora uma saladeira)
  16. Tupperwares 
  17. Copos e Jarra
  18. Saleiro
  19. Abre-garrafas
  20. Escorredor de louça
  21. Panos de Cozinha
  22. Caixote do Lixo

Não Essenciais
  • Toalha de mesa
  • Bases de pratos e copos
  • Açucareiro 
  • Máquina de Café
  • Torradeira, Tostadeira
  • Batedeira, Varinha Mágica
  • Exaustor / Extrator
  • Tapete
  • Cortina de cozinha
  • Cortina de porta (no caso de haver uma porta de trás)
  • Adereços de Bolos
  • Relógio de Cozinha
Eu sei, é muita coisa, não é? Vamos a uma lista mais pequena.

Essenciais de Limpeza e Arrumação
  1. Tábua de Passar a Ferro
  2. Ferro de Engomar
  3. Estendal
  4. Aspirador
  5. Vassoura e Pá
  6. Balde e Esfregona

20.5.15

Os Essenciais Numa Casa, Se Queres Viver Nela - Parte 2, Quarto

Na brincadeira, dois milhares vão-se só com esta divisão. O que é uma bela treta. Que jovens malucos que querem ir morar juntos têm esse dinheiro à disposição, só para gastar numa mobília bonita e num colchão que até é rasca? Os créditos e prestações são uma grande ajuda neste caso, no entanto trazem grandes desvantagens, essencialmente quando as contas para pagar, a renda e a mercearia se junta a estas prestações e chegamos a meio do mês chupadinhos de todo.
Nestes casos, ajuda ter uns pais porreiros ou um tio que até se está a mudar e a dar a mobília. Mas nem todos têm essa sorte.
Vamos fazer uma lista também para esta divisão, vamos?

Quarto

Essenciais

  1. Iluminação
  2. Mobília de Quarto
  3. Estrado
  4. Colchão
  5. Protetor de Colchão
  6. (Pelo menos) 2 cobertores
  7. (Pelo menos) 2 camas
  8. Colcha / Edredão
  9. Almofadas

Não essenciais
  • Cortinas
  • Tapetes
  • Decoração de Mobília
  • Almofadas de Decoração
  • Decoração de Parede

19.5.15

Os Essenciais Numa Casa, Se Queres Viver Nela - Parte 1, Casa de Banho

Idealmente, quando vamos morar para uma casa, queremos que tudo esteja nas perfeitas condições, o mais pequeno objeto arrumado onde vai ficar durante os próximos meses ou anos.
Essencialmente com a primeira casa, temos a possibilidade de compor as coisas à nossa maneira e com tempo, porque na maioria das vezes a transição é de casa dos pais, pelo que eles não se importam de mais uns dias, semanas ou meses (puf, tá.).
Mas, quando há alguma urgência, entusiasmo e vontade, há divisões a que devemos dar prioridade - e nas quais vamos já gastar uma boa resma de dinheiro.
Nas três partes deste tópico, vamos explorar três divisões: Casa de Banho, Cozinha e Quarto.
Todas as pequenas coisas insignificantes e que, na casa onde vivemos, tomamos por garantidas (já lá estão desde sempre, como assim isso compra-se e não nasceu lá?!) são todas as pequenas coisas que precisamos de procurar.

Posso desde já dizer-vos que uma maneira que encontrei para me certificar que não me esquecia de nada foi ir ao site do IKEA, por exemplo, e fui à secção de casa de banho, e vi tudo o que lá havia. No fim, só me faltava um ou outro ponto de necessários na casa de banho.
Esta foi uma lista que eu adaptei à minha casa de banho, uma vez que é o que preciso. Dei prioridade aos essenciais mas, neste momento (e ainda não moro por lá), já a tenho praticamente completa. Para casas de banho maiores ou mais pequenas, adaptam às vossas necessidades. Esta lista é só um guia e acredito que vão ver coisas que nem se lembravam que precisavam.
Esta lista também teve em vista adaptar os nossos gostos ao local onde estávamos e é algo que também se devem lembrar. Lá porque a casa de banho tem toalheiros, por exemplo, isso não significa que não possam, nem devam, ser alterados. Se são feios, não vamos querer olhar para eles todos os dias!


Casa de Banho

     Essenciais

  1. Iluminação
  2. Cortina de Banho 
  3. Tapete de banho
  4. Piaçaba
  5. Tampa de Sanita
  6. Cesto de papéis
  7. Toalheiros
  8. Medicação e Mala de Primeiros Socorros
  9. Jogos de Banho
  10. Toalhas de Rosto e Bidé
      Não essenciais
  • Prateleira de Banho
  • Chuveiro
  • Cesto de Roupa
  • Farmácia 
  • Armário de Arrumação
  • Espelho
  • Tapete
  • Cortina
  • Conjunto de Sabão, Copo 
  • Balança

11.5.15

Contratos de Luz e Água

Ora muito bem: um tópico assustador, até para mim, que só na semana passada fui fazer estes contratos e me sinto segura para falar sobre eles.
Já tinha recolhido algumas informações sobre o contrato da água e da luz, (do gás não posso falar, porque na minha casa não há fornecimento de gás natural), mas todas me pareciam altamente variáveis.

1. Contrato de Água

Começando pelo contrato da água, sei que em todos os distritos é formulado de forma diferente. No meu distrito, (Viseu), e para a situação de casa arrendada, é necessário ir aos Serviços Municipalizados de Viseu, levar o CC e o Contrato de Arrendamento e, na hora, é realizado o contrato. Assinam-se dois papéis, um dos quais fica para nós, paga-se uma taxa de 27 €, arredondando, referente ao aluguer do contador (parvoíce...) e, em três dias úteis, há água em casa. Não é necessário lá estarmos, porque a maioria das vezes, o contador está no exterior da casa e eles não necessitam de nós. Pode acontecer que, por algum motivo, eles precisem e, se não estivermos em casa, liguem para lá irmos.

2. Contrato de Luz

O contrato da luz foi uma dor de cabeça maior e ainda estou à espera de ver se está tudo em ordem. No caso de se fazer um contrato de luz pela EDP, que foi o meu caso, existem duas maneiras: presencialmente e por telefone. Antes de mais, convém verificar que não há luz em casa, que o contador foi deitado abaixo e, atualmente, não há nenhum contrato referente àquele contador; caso contrário, temos de esperar que seja feito o cancelamento, para se poder fazer novo contrato (e foi assim que eu perdi dois dias, uma vez que o inquilino anterior já tinha mandado cortar a luz, mas ainda não tinha sido cortada e tive de esperar que fossem cortar para fazer novo contrato). Depois deste massador processo, podemos então fazer presencialmente e, neste caso, exige-se: o contrato de arrendamento original, carimbado pelas finanças (a fazer pelo arrendatário), o CC e o CPE (já explico). Eu fui a uma loja do cidadão para fazer o contrato e, duas horas depois, voltei para trás porque não tinha esse carimbo. Então, fiz por telefone. Pedem-nos apenas o número de contribuinte e alguns dados do contrato de arrendamento (pelo que convém tê-lo na mão). Outra coisa que pedem é o CPE, Código de Ponto de Entrega, que é um grande número que pode ser visto nas contas de luz anteriores. Ora, se não tivermos nenhuma conta de luz anterior (e claro que não temos!) é necessário ligar para a EDP Distribuição e, a partir da morada, eles fornecem esse número. Depois, ligamos para a EDP Comercial para fazer o contrato.

Relativamente ao contrato em si, existem duas opções: Comercial ou Mercado Livre; depois, existem também diversas potências a escolher (o operador com quem falarem vai-vos perguntar qual a potência que preferem e, caso não percebam, ele vai-vos perguntar algumas coisas básicas a nível de gastos de eletricidade em casa e, a partir daí, ele próprio vos diz a potência mais indicada); as tarifas (mensal ou de dois em dois meses); qual a forma de pagamento (débito direto ou multibanco); forma de envio da fatura (e-mail ou carta); tipo de contrato (simples ou bio horário).
Caso tenham todas estas respostas na ponta da língua, é uma chamada bastante rápida. É gravada para servir de prova e, no prazo de uma semana, o contrato chega a casa para ser assinado e um dos exemplares devolvido à EDP. No prazo de 5 dias úteis, a contar da data da chamada telefónica, os técnicos irão ligar a luz. Eles enviam uma mensagem com alguns dias de antecedência a avisar o dia e a hora em que irão. Neste caso, é necessário estarmos em casa, pois terão de ter acesso ao contador e esse está, por norma, no interior.

Esclarecidos? Dúvidas, disponham.

4.5.15

Conhece as tuas prioridades

Quando já temos uma casa escolhida e a data para a mudança está decidida, é altura de começar a ver todas as coisas que lá vamos colocar. Ou não?
Não há problema se nos dedicarmos a algumas páginas online que nos podem dar várias ajudas a nível daquilo que precisamos e gostamos, mas há passos que devemos cumprir para não cair no erro de fazer compras com as medidas erradas, por exemplo.

Já tenho a minha casa. E agora?
- Fazer o contrato da luz, água e gás.
Porquê? Poderá até ser um mês de obras pela casa fora, mas é importante ter luz (nem que seja para usar o berbequim ou outras pequenas ferramentas essenciais que só funcionam com eletricidade), água, pois precisarás de lavar louça, limpar os móveis por dentro, limpar pincéis - e algumas destas tarefas envolvem água quente, para surtir mais efeito, pelo que seria bom também teres gás. À falta de tempo ou preguiça de tratar da parte do gás, aqueles pequenos fogões de campismo servem perfeitamente para desenrascar. Relativamente à água, também podes encher alguns garrafões vazios e levar.

- Tirar medidas.
Isto é necessário para uma das primeiras coisas a fazer em qualquer casa: pintar. Precisas de saber os m2 de cada divisão, ou medidas das paredes que queres pintar, para quando te dirigires à empresa que fabrica as tintas, poderes saber os litros a comprar. Escusas de comprar desnecessariamente e também poupas na carteira. Também é importante saber as medidas das janelas para ver cortinados, dos chãos para tapetes, e teres uma ideia dos móveis a comprar, para tornar as divisões agradáveis.

- Pintar a casa.
Se escolheres pintar a casa, ou certas divisões, deverás fazê-lo antes colocares lá seja o que for, para estares mais à vontade. Além disso, a pintura que escolheres vai-te dar também uma noção do espaço que tens (uma pintura mais escura fecha mais uma divisão, enquanto uma mais clara torna a divisão mais ampla), pelo que só depois poderás ter uma clara noção do quanto queres encher o espaço e onde irás colocar os móveis e adereços.

Não façam como eu, que além de comprar móveis com as medidas erradas (e agora tenho ali um problema que não sei ainda como vou dar a volta) imaginei certos espaços com certas coisas e agora tenho de começar a planear tudo de novo, porque dá tudo mal.
É muito frustrante.

28.4.15

Sinais de Stress

Comprar, decorar, arrumar, fazer obras... Uma nova casa está cheia de desafios e coisas para fazer, mas não nos devemos esquecer que é um período que devemos desfrutar ao máximo e não nos deixar levar pelos nervos.
Quais são os sinais mais óbvios de stress?

  1. Não conseguir dormir ou acordar a meio da noite. Quando estamos a adormecer lembrarmo-nos de algum pormenor e não conseguir parar de dar voltas sobre isso, ficar com insónias ou acordar a meio da noite a pensar nas tarefas pendentes.
  2. Continuar a dar voltas às decisões já tomadas. Não conseguimos deixar de pensar e questionamo-nos sobre as decisões tomadas.
  3. Usar todo o tempo livre para planear alguns aspetos da casa (o que comprar, quando...). Estar a ocupar a 100% o tempo livre com a casa: na hora de almoço do trabalho, durante a manhã, à tarde.
  4. No caso de ir viver com um parceiro, as discussões aumentam. A preocupação é tal em evitar qualquer problema ou aspecto negativo que por vezes acaba por ser o próprio a gerar as discussões e a ter pouca tolerância. 
  5. Mudanças bruscas de peso e de aspecto de pele. Mal-estar de estômago e as defensas em baixo, podem ser resultado dos nervos. 
  6. Já deixou de ser divertido. Perseguição do medo de que tudo saia mal e já não desfrutar das diferentes coisas que tens por fazer.
Atenção: Este post foi parcialmente alterado de uma publicação sobre casamento, da página Casamentos.pt, que podem consultar aqui.

Quando nos apercebemos que estes sinais estão a tornar-se demasiado óbvios, é a altura de parar por um pouco e descontrair. Não podemos descartar das nossas tarefas diárias, de uma saída com os amigos ou o(a) parceiro(a), pois são as pequenas coisas, que nada têm a ver com a casa, que nos vão trazer segurança nas próximas decisões. Tudo bem que uma casa não se ergue sozinha e, às vezes, os prazos são limitados. Mas, em caso de stress, nenhuma decisão poderá ser tomada com absoluta certeza.
Devagar e bem.

27.4.15

Alteração de Morada

A parte mais interessante e entusiasmante de adquirir a primeira casa, é a liberdade de poder ter as coisas à nossa maneira, pensar no design das divisões, o que colocar, o que comprar.
Mas, antes de chegarmos a essa parte, vamos falar das burocracias.
Adquirir uma casa, quer seja comprada ou arrendada, vem com algumas papeladas obrigatórias atrás e que ninguém gosta. Por exemplo: alterar a morada.
Foi depois de uma tarde inteira a investigar sobre o assunto, que finalmente conclui onde, como e os prazos necessários para a alteração da morada.
Então, o que é preciso alterar?

  1. Cartão de Cidadão
  2. Finanças, Segurança Social, Saúde
  3. Banco
  4. Carta de Condução
  5. Subscrição em revistas ou publicidade
Em relação ao Cartão de Cidadão, podem consultar todas as informações aqui ou aqui. Convém referir que a alteração no cartão do cidadão, é alterada também nos principais serviços: Finanças, Segurança Social, Hospital (Saúde). Portanto, não é tão mau quanto parece, pois não? Relativamente a custos, presencialmente tem um custo de 3.00€, mas se for feito online, não tem custo nenhum.
Em relação ao Banco, eu por exemplo tenho conta no CGD e tenho de enviar uma carta com a alteração da morada e, é apenas isso.
A Carta de Condução é que é a maior chatice. Alterar a morada implica requerer uma nova carta, o que se traduz num custo de 15.00€ e obrigatoriedade de o fazer presencialmente (a não ser que tenham acesso online). Aqui podem consultar todas as informações.
Relativamente a Subscrições, será necessário contactar para fazer a alteração da morada. Como não é o meu caso, não sei ao certo como se processa.

Este foi um bicho de sete cabeças com que me deparei e, agora, até me parece simples.

26.4.15

Procurar Casa

Agora, estamos prontos para começar a procurar. E, onde podemos procurar?
Podemos ir aos locais e procurar placas, podemos ver na internet, ou ir diretamente a uma imobiliária.
Eu comecei por tentar ver placas, mas a determinada altura começou apenas a ser frustrante. Muitas das casas não estão assinaladas, por vezes propositadamente, para evitar furtos.
Assim, dediquei-me à internet.
Imovirtual tem uma composição da grande maioria das casas, para arrendar e vender, nacionalmente. Isto porque as imobiliárias, ao colocarem um anúncio, estão a colocá-lo também naquela página. Por isso, este é um bom princípio.
Mas, pouco a pouco, fui reparando que não me era suficiente e encontrei uma extraordinária funcionalidade (digo isto, porque passei semanas a ver a página sem a ter encontrado antes) em que, colocando o distrito, podemos ver as imobiliárias locais. Vi-as todas, uma a uma. Algumas das casas interessaram-me, pela primeira vez, mas ainda assim estava com receio de falar com os agentes imobiliários.
Nem sei porquê. Tinha medo de pagar alguma taxa, ou seja o que for, por ligar e pedir informações. Bom, não façam como eu. Contactei várias agências, por várias casas, e não fosse a opinião dos agentes, assim como disponibilidade em atenderem-me e falarem comigo, talvez neste momento estivesse na casa errada.

Um conselho: Não tenham pressa. Vi casas durante aproximadamente meio ano, via internet e visitei duas ou três, antes de encontrar a casa que realmente entendesse que podia chamar de casa.

É uma decisão que tem de ser muito ponderada, pois são valores elevados e, além disso, não é qualquer recanto que achamos confortável e onde nos sentimos bem.
A verdade é que não podemos ser demasiado exigentes, mas não podemos nem devemos contentar-nos com pouco.

A nossa insistência e persistência, no meu caso, trouxe-nos uma espetacular moradia T3, com terreno para cultivo, um lindo jardim com árvores de fruto, espaço para churrascos, até se lá mete uma piscina. Está apenas 20€ acima do nosso orçamento máximo e foi através de uma imobiliária que a conseguimos, pois não estava, sequer, no mercado.

25.4.15

Decidir o que procurar

Está decidido: vamos arranjar a nossa casa. O nosso espaço.
Decidir ir viver com a pessoa que amamos, ou mesmo sozinhos, é uma grande decisão e, muitas vezes, um passo maior do que a perna - afinal, a não ser que tenhamos trinta anos e um emprego estável, ou ganho a lotaria, quando é que realmente temos dinheiro para estes sonhos?
Não importa, está decidido.

O tópico de hoje é o primeiro passo perante a decisão de arranjar uma casa: procura-la.
Existem algumas perguntas que são as mais simples e decisivas na escolha de uma casa:

  1. Onde vamos procurar casa?
  2. Comprar ou Arrendar?
  3. Apartamento ou Moradia?
  4. Quantos quartos?
  5. Qual o valor máximo a pagar pela casa?
E porque o objetivo deste blogue é encontrar solução a estas perguntas, falo pela minha experiência para responder a estas questões:

Onde vamos procurar casa?

Antes de mais, precisam de decidir onde querem morar. Perto da cidade, ou na periferia; perto dos pais, ou longe. Viver perto da cidade tem óbvias vantagens relativamente a acessibilidades e serviços, mas traz também valores mais altos nas compras ou rendas de propriedades, assim como poluição sonora, falta de estacionamento, entre outros condicionantes. Viver na periferia tem a vantagem da serenidade, mas poderá tornar-se exaustivo pois não há muito para fazer e os serviços, mesmo os mais básicos, estão a alguns quilómetros de distância.
No meu caso, posso dizer que o fator decisivo foi realmente a proximidade do trabalho. Embora eu e o meu namorado trabalhemos a uma diferença de aproximadamente 20km um do outro, ficámos perto do trabalho de um de nós, para que fosse necessário apenas um carro andar todos os dias; poupamos na gasolina, pelo menos.

Comprar ou Arrendar?

Ambas as soluções têm vantagens e, no caso, melhor é olhar para a situação financeira e decidir a partir daí.
No meu caso, optei por arrendar, uma vez que era a melhor alternativa financeira e, ao estabelecer um valor máximo de renda, parti daí para encontrar o meu novo lar.
Para quem quiser saber mais informações, encontrei este artigo muito informativo e que pode ajudar, nos dados contabilísticos, a esclarecer algumas questões: Comprar ou Arrendar

Apartamento ou Moradia?

Esta é uma decisão que só nos vamos mentalizando conforme vamos vendo. Eu gostaria de ter uma moradia, um espaço onde posso estar totalmente à vontade, não me incomodo com os vizinhos, o que podem ouvir ou ver, não os ouço a eles também, além de que numa moradia há a grande possibilidade de haver um pequeno terreno para ter como jardim. Mas, as moradias suportam custos muito elevados, tanto para arrendar como para comprar. Então, a solução mais procurada são os apartamentos usados, principalmente para quem é jovem e os fundos são poucos.
Foi a partir dos apartamentos que comecei, do mais pequeno ao maior, com e sem equipamento, até finalmente encontrar exatamente aquilo que queria.

Quantos quartos?

Esta decisão depende de alguns fatores: quanto tempo pretendemos viver nessa casa (isto é, se é uma casa para dois anos, ou dez), quantas pessoas irão viver, qual é o espaço que precisamos.
No meu caso, procurei um T2, pois ao arranjar casa, quero viver por lá durante uns largos anos e, assim, posso ter um escritório no segundo quarto e, mais tarde, adaptar a um quarto de criança.

Qual o valor máximo a pagar pela casa?

Este é o último fator de pesquisa, que vai determinar o número de "candidatas". Estipular um valor baixo para uma moradia em plena cidade é irrealista, pelo que temos de saber combinar os fatores.
Por exemplo, eu pesquisei da seguinte maneira: um Apartamento Usado T2, na Periferia, até 250€.

E, com todas estas questões respondidas, é altura de começar a procurar.