28.4.15

Sinais de Stress

Comprar, decorar, arrumar, fazer obras... Uma nova casa está cheia de desafios e coisas para fazer, mas não nos devemos esquecer que é um período que devemos desfrutar ao máximo e não nos deixar levar pelos nervos.
Quais são os sinais mais óbvios de stress?

  1. Não conseguir dormir ou acordar a meio da noite. Quando estamos a adormecer lembrarmo-nos de algum pormenor e não conseguir parar de dar voltas sobre isso, ficar com insónias ou acordar a meio da noite a pensar nas tarefas pendentes.
  2. Continuar a dar voltas às decisões já tomadas. Não conseguimos deixar de pensar e questionamo-nos sobre as decisões tomadas.
  3. Usar todo o tempo livre para planear alguns aspetos da casa (o que comprar, quando...). Estar a ocupar a 100% o tempo livre com a casa: na hora de almoço do trabalho, durante a manhã, à tarde.
  4. No caso de ir viver com um parceiro, as discussões aumentam. A preocupação é tal em evitar qualquer problema ou aspecto negativo que por vezes acaba por ser o próprio a gerar as discussões e a ter pouca tolerância. 
  5. Mudanças bruscas de peso e de aspecto de pele. Mal-estar de estômago e as defensas em baixo, podem ser resultado dos nervos. 
  6. Já deixou de ser divertido. Perseguição do medo de que tudo saia mal e já não desfrutar das diferentes coisas que tens por fazer.
Atenção: Este post foi parcialmente alterado de uma publicação sobre casamento, da página Casamentos.pt, que podem consultar aqui.

Quando nos apercebemos que estes sinais estão a tornar-se demasiado óbvios, é a altura de parar por um pouco e descontrair. Não podemos descartar das nossas tarefas diárias, de uma saída com os amigos ou o(a) parceiro(a), pois são as pequenas coisas, que nada têm a ver com a casa, que nos vão trazer segurança nas próximas decisões. Tudo bem que uma casa não se ergue sozinha e, às vezes, os prazos são limitados. Mas, em caso de stress, nenhuma decisão poderá ser tomada com absoluta certeza.
Devagar e bem.

27.4.15

Alteração de Morada

A parte mais interessante e entusiasmante de adquirir a primeira casa, é a liberdade de poder ter as coisas à nossa maneira, pensar no design das divisões, o que colocar, o que comprar.
Mas, antes de chegarmos a essa parte, vamos falar das burocracias.
Adquirir uma casa, quer seja comprada ou arrendada, vem com algumas papeladas obrigatórias atrás e que ninguém gosta. Por exemplo: alterar a morada.
Foi depois de uma tarde inteira a investigar sobre o assunto, que finalmente conclui onde, como e os prazos necessários para a alteração da morada.
Então, o que é preciso alterar?

  1. Cartão de Cidadão
  2. Finanças, Segurança Social, Saúde
  3. Banco
  4. Carta de Condução
  5. Subscrição em revistas ou publicidade
Em relação ao Cartão de Cidadão, podem consultar todas as informações aqui ou aqui. Convém referir que a alteração no cartão do cidadão, é alterada também nos principais serviços: Finanças, Segurança Social, Hospital (Saúde). Portanto, não é tão mau quanto parece, pois não? Relativamente a custos, presencialmente tem um custo de 3.00€, mas se for feito online, não tem custo nenhum.
Em relação ao Banco, eu por exemplo tenho conta no CGD e tenho de enviar uma carta com a alteração da morada e, é apenas isso.
A Carta de Condução é que é a maior chatice. Alterar a morada implica requerer uma nova carta, o que se traduz num custo de 15.00€ e obrigatoriedade de o fazer presencialmente (a não ser que tenham acesso online). Aqui podem consultar todas as informações.
Relativamente a Subscrições, será necessário contactar para fazer a alteração da morada. Como não é o meu caso, não sei ao certo como se processa.

Este foi um bicho de sete cabeças com que me deparei e, agora, até me parece simples.

26.4.15

Procurar Casa

Agora, estamos prontos para começar a procurar. E, onde podemos procurar?
Podemos ir aos locais e procurar placas, podemos ver na internet, ou ir diretamente a uma imobiliária.
Eu comecei por tentar ver placas, mas a determinada altura começou apenas a ser frustrante. Muitas das casas não estão assinaladas, por vezes propositadamente, para evitar furtos.
Assim, dediquei-me à internet.
Imovirtual tem uma composição da grande maioria das casas, para arrendar e vender, nacionalmente. Isto porque as imobiliárias, ao colocarem um anúncio, estão a colocá-lo também naquela página. Por isso, este é um bom princípio.
Mas, pouco a pouco, fui reparando que não me era suficiente e encontrei uma extraordinária funcionalidade (digo isto, porque passei semanas a ver a página sem a ter encontrado antes) em que, colocando o distrito, podemos ver as imobiliárias locais. Vi-as todas, uma a uma. Algumas das casas interessaram-me, pela primeira vez, mas ainda assim estava com receio de falar com os agentes imobiliários.
Nem sei porquê. Tinha medo de pagar alguma taxa, ou seja o que for, por ligar e pedir informações. Bom, não façam como eu. Contactei várias agências, por várias casas, e não fosse a opinião dos agentes, assim como disponibilidade em atenderem-me e falarem comigo, talvez neste momento estivesse na casa errada.

Um conselho: Não tenham pressa. Vi casas durante aproximadamente meio ano, via internet e visitei duas ou três, antes de encontrar a casa que realmente entendesse que podia chamar de casa.

É uma decisão que tem de ser muito ponderada, pois são valores elevados e, além disso, não é qualquer recanto que achamos confortável e onde nos sentimos bem.
A verdade é que não podemos ser demasiado exigentes, mas não podemos nem devemos contentar-nos com pouco.

A nossa insistência e persistência, no meu caso, trouxe-nos uma espetacular moradia T3, com terreno para cultivo, um lindo jardim com árvores de fruto, espaço para churrascos, até se lá mete uma piscina. Está apenas 20€ acima do nosso orçamento máximo e foi através de uma imobiliária que a conseguimos, pois não estava, sequer, no mercado.

25.4.15

Decidir o que procurar

Está decidido: vamos arranjar a nossa casa. O nosso espaço.
Decidir ir viver com a pessoa que amamos, ou mesmo sozinhos, é uma grande decisão e, muitas vezes, um passo maior do que a perna - afinal, a não ser que tenhamos trinta anos e um emprego estável, ou ganho a lotaria, quando é que realmente temos dinheiro para estes sonhos?
Não importa, está decidido.

O tópico de hoje é o primeiro passo perante a decisão de arranjar uma casa: procura-la.
Existem algumas perguntas que são as mais simples e decisivas na escolha de uma casa:

  1. Onde vamos procurar casa?
  2. Comprar ou Arrendar?
  3. Apartamento ou Moradia?
  4. Quantos quartos?
  5. Qual o valor máximo a pagar pela casa?
E porque o objetivo deste blogue é encontrar solução a estas perguntas, falo pela minha experiência para responder a estas questões:

Onde vamos procurar casa?

Antes de mais, precisam de decidir onde querem morar. Perto da cidade, ou na periferia; perto dos pais, ou longe. Viver perto da cidade tem óbvias vantagens relativamente a acessibilidades e serviços, mas traz também valores mais altos nas compras ou rendas de propriedades, assim como poluição sonora, falta de estacionamento, entre outros condicionantes. Viver na periferia tem a vantagem da serenidade, mas poderá tornar-se exaustivo pois não há muito para fazer e os serviços, mesmo os mais básicos, estão a alguns quilómetros de distância.
No meu caso, posso dizer que o fator decisivo foi realmente a proximidade do trabalho. Embora eu e o meu namorado trabalhemos a uma diferença de aproximadamente 20km um do outro, ficámos perto do trabalho de um de nós, para que fosse necessário apenas um carro andar todos os dias; poupamos na gasolina, pelo menos.

Comprar ou Arrendar?

Ambas as soluções têm vantagens e, no caso, melhor é olhar para a situação financeira e decidir a partir daí.
No meu caso, optei por arrendar, uma vez que era a melhor alternativa financeira e, ao estabelecer um valor máximo de renda, parti daí para encontrar o meu novo lar.
Para quem quiser saber mais informações, encontrei este artigo muito informativo e que pode ajudar, nos dados contabilísticos, a esclarecer algumas questões: Comprar ou Arrendar

Apartamento ou Moradia?

Esta é uma decisão que só nos vamos mentalizando conforme vamos vendo. Eu gostaria de ter uma moradia, um espaço onde posso estar totalmente à vontade, não me incomodo com os vizinhos, o que podem ouvir ou ver, não os ouço a eles também, além de que numa moradia há a grande possibilidade de haver um pequeno terreno para ter como jardim. Mas, as moradias suportam custos muito elevados, tanto para arrendar como para comprar. Então, a solução mais procurada são os apartamentos usados, principalmente para quem é jovem e os fundos são poucos.
Foi a partir dos apartamentos que comecei, do mais pequeno ao maior, com e sem equipamento, até finalmente encontrar exatamente aquilo que queria.

Quantos quartos?

Esta decisão depende de alguns fatores: quanto tempo pretendemos viver nessa casa (isto é, se é uma casa para dois anos, ou dez), quantas pessoas irão viver, qual é o espaço que precisamos.
No meu caso, procurei um T2, pois ao arranjar casa, quero viver por lá durante uns largos anos e, assim, posso ter um escritório no segundo quarto e, mais tarde, adaptar a um quarto de criança.

Qual o valor máximo a pagar pela casa?

Este é o último fator de pesquisa, que vai determinar o número de "candidatas". Estipular um valor baixo para uma moradia em plena cidade é irrealista, pelo que temos de saber combinar os fatores.
Por exemplo, eu pesquisei da seguinte maneira: um Apartamento Usado T2, na Periferia, até 250€.

E, com todas estas questões respondidas, é altura de começar a procurar.